Dinheiro é muito bom

Eu fui criado numa família cristã de classe média. Parece clichê mas não é. Família cristã, mas espírita. Classe média mas sempre com muito trabalho. Tenho avós e tios também de classe média mas com muito mais dinheiro e patrimônio do que meus pais. Também tenho tios com muito menos dinheiro que meus pais. Então eu posso dizer que conheço um espectro bem amplo de níveis de riqueza.

E durante minha educação eu ouvi várias vezes que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus. Também ouvi bastante que não se pode servir a Deus a Mammon. Minha educação cristã se encarregou de, praticamente, demonizar o dinheiro para mim. Também não tive nenhuma educação financeira e nunca soube muito bem o que fazer com o dinheiro que ganhava.

Meus avós mais abastados me davam dinheiro de presente de aniversário, dia das crianças e de natal. Eu ansiava por aquele dinheiro e ficava dias pesando todas as possibilidades que aquele dinheiro me daria. Quantos sorvetes eu poderia tomar, quantos jogos de super nintendo eu poderia comprar, quantos livros, quantas coisas… Eu gostava desse sentimento de liberdade de poder escolher fazer o que fazer com aquele dinheiro.

Não sei exatamente em que ponto da minha vida esse sentimento de liberdade virou ressentimento. Eu comecei a acreditar que o dinheiro era o maior mal do mundo. Que tudo de errado no mundo acontece por causa do dinheiro. E toda a mídia nos leva a crer que apenas as pessoas ruins tem dinheiro. Políticos corruptos, novelas onde o ricaço é o vilão sempre querendo aumentar seus lucros. Sempre tem alguém disposto a fazer qualquer coisa para ficar rico e isso sempre é mostrado de forma negativa.

Não me entendam mal, lucro e enriquecimento a qualquer custo é errado. Mas a culpa disso tudo não é do dinheiro. É de como as pessoas usam e abusam do dinheiro. Grandes empresas abusam de seu grande capital para comprar políticos para ter cada vez mais lucros. Seja através de uma lei trabalhista mais “flexível” ou através de contratos ilícitos com o governo. Na outra ponta temos as pessoas que não sabem usar o dinheiro e, por isso, são usadas por ele. Tantos os trabalhadores que conseguem ganhar muito dinheiro quanto os pobres que se vendem por muito pouco.

Nesse contexto é fácil entender que o vilão é o dinheiro. Novelas, filmes, livros e jornais nos empurram a essa conclusão todos os dias. E ainda temos as igrejas e as religiões que pregam um estado de pureza impossível de ser alcançado. “O dinheiro é ruim, por isso doe tudo para a igreja”.

Por isso nesse ano eu quero mudar minha relação com o dinheiro. Dinheiro é muito bom! Dinheiro compra viagens, comida, casa, roupas e muitos objetos, mas não deveria comprar pessoas. Dinheiro deveria nos dar liberdade de escolha, mas nos acorrentamos a ele e perdemos a razão quando ele nos falta. Devemos usar o dinheiro ao invés de sermos usados por ele. Também não podemos abusar do dinheiro e usar a fraqueza alheia em proveito próprio. Devemos ter uma atitude positiva em relação ao dinheiro. Enquanto tivermos esse ressentimento e acharmos que o dinheiro faz aflorar o pior em nós, inconscientemente nos afastaremos dele.

Ter dinheiro pode nos mostrar como somos caridosos, nos mostrar novos caminhos na vida. Fazer aquela viagem com a família, mostrar aos filhos a diversidade de culturas e povos que existem nesse planeta. Ter sua casa, um lar seguro e aconchegante, um lugar onde você se sinta bem, confortável e feliz para ser quem você é de verdade. Troque os pensamentos negativos pelos positivos. Dinheiro traz felicidade? Claro que não, mas com certeza nos deixa muito próximos dela. Dinheiro traz liberdade e possibilidade. Toda vez que se pegar tendo pensamentos negativos sobre o dinheiro troque imediatamente por um pensamento positivo e logo estará vivendo em paz com o dinheiro.

Você merece

Esse é um conceito muito difícil de explicar e mais difícil ainda de entender, mas eu vou dar o meu melhor aqui. No começo parece estranho e nos sentimos mal ao saber que tudo que nos acontece é porque merecemos. Tudo de bom e tudo de ruim, nós merecemos. E talvez mereçamos mais coisas ainda que não acontecem com a gente. Mas TUDO que acontece nós merecemos.

Parece absurdo que alguém mereça ser assaltado, assassinado ou sofrer um estupro coletivo (estou correndo um risco muito grande aqui). Não é porque você merece que alguém deve fazer com você. Eu estava conversando com alguns amigos sobre essa ideia de merecer tudo que nos acontece e tomei essa na cara: “Então aquela mulher que foi estuprada por 30 homens mereceu? O que ela fez para merecer?” Sinceramente eu não sei o que ela fez. Eu não sei o que eu fiz para merecer muito do que me acontece de ruim, mas elas acontecem de qualquer jeito. Não é porque alguém merece morrer que você deve matá-lo. Não é porque você acha que uma mulher merece ser estuprada que você deve fazê-lo. Não nos cabe julgar, e muito menos executar, o que as outras pessoas merecem.

Porém também é libertador saber que merecemos. Isso nos coloca de volta no controle, nos faz ver que podemos merecer outras coisas também. Você também merece tudo de bom. Merece aquele amor, merece aquela promoção, merece aquele prêmio, merece aquele carro novo, etc. Enquanto você ficar preso na crença de que não merece as coisas você perde oportunidades valiosas na vida.

Essa crença de não merecer o sucesso profissional ou pessoal é algo inconsciente, provavelmente carregamos isso desde a infância e não é culpa sua nem dos seus pais. Seus pais fizeram o que puderam fazer naquele momento, talvez hoje eles se arrependam e até gostariam de ter feito de outro jeito. Mas já foi e o passado não pode ser alterado. Então arregace as mangas e lute pelo que você merece!

Tenha fé

Fica tranquilo que não é sobre religião, mas você deveria ter fé! Lembra daquele artigo onde eu falei sobre a Lei da Atração e que ela não é tão simples assim? Então, vamos continuar falando sobre ela, mas com outro foco. Agora vamos falar sobre o que você pode fazer.

E já vou começar com uma grande revelação: Você pode fazer tudo o que quiser! Sim, você pode. Talvez não deva, talvez não consiga, mas pode. Aqui você também deve lembrar das consequências advindas dos seus atos, como: ser preso, magoar alguém, perder alguns amigos, perder o emprego, falir, ficar rico, encontrar uma pessoa maravilhosa e casar com ela ou várias pessoas maravilhosas e casar com todas elas, etc. Hoje em dia tudo é possível e existem várias configurações de família, emprego, empresa, amizade, etc. E onde a fé se encaixa?

A fé se encaixa na parte onde você “não consegue” fazer aquilo. Eu sei que escutamos essa expressão de muitas pessoas durante toda a nossa vida, mas sabe quando a gente deve começar a se preocupar com ela? Quando começamos a falar para nós mesmos que “não conseguimos”! É muito triste nem tentar e já se derrotar desse jeito…

Pequenos passos

Faz muito tempo que assisto a vídeos de pessoas que fazem móveis, objetos de decoração e muitas outras coisas legais. E já faz muito tempo que eu também quero fazer algumas dessas coisas. O objetivo maior é construir uma casa de madeira com todos os móveis. Sofás, camas, armários, cadeiras e mesas todos feitos por mim mesmo. Ainda estou longe de ser um mestre da carpintaria e marcenaria, mas estou começando aos poucos.

Minha esposa fez aniversário e fizemos um piquenique num parque da cidade. Eu sempre achei esse negócio de estender uma toalha e comer as coisas do chão bem complicado quando se tem muita gente. O acesso fica complicado com todo mundo tendo que abaixar. Então eu resolvi fazer uma mesa para levarmos no piquenique. Foi uma mesa muito simples, comprei duas tábuas de pinus e já pedi para a madeireira me entregar as tábuas cortadas no tamanho certo. Juntei 3 tábuas de 30cm de largura por 150cm de comprimento com dois sarrafos que já tinha em casa. Usei parafusos e uma parafusadeira para montar tudo lá no parque mesmo. Coloquei esse tampo improvisado em cima de dois cavaletes e sucesso. A mesa ficou ótima e coube tudo que levamos para o piquenique. Ninguém precisou ficar se abaixando e todo mundo conseguiu chegar perto da mesa e comer alguma coisa.

Esse foi um pequeno passo. Não precisei de nenhuma técnica mais complicada do que colocar parafusos na madeira. Mas sigo dividindo um objetivo gigantesco em pequenos passos e vou seguindo.

Arranje um problema

Mas a mesa não foi o primeiro objeto que fiz. Eu tive que fazer um galinheiro antes. Na minha casa começaram a aparecer alguns escorpiões. Como tenho 3 filhos, ainda crianças, eu não posso deixar esses bichinhos correndo pela casa. Moro do lado de um terreno da prefeitura e é de lá que os escorpiões vem. Mandamos dedetizar a casa duas vezes e não resolveu, eles continuaram aparecendo no quintal. Como eu tenho um quintal, resolvemos ter galinhas. Galinhas adoram escorpiões e outros animais indesejáveis.

Então eu conversei com a minha tia que já tem galinhas no quintal dela e ela me arranjou uma galinha com seis pintinhos. Problema: eu tenho um gato e ele quis caçar os pintinhos. Nós deixamos a galinha e os pintinhos presos dentro de um banheiro enquanto construíamos algo mais seguro para eles ficarem. Fiz um esboço de como queríamos o galinheiro, comprei as madeiras, os parafusos e uma casinha de cachorro grande. Fiz uma armação com caibros de madeira, cobri tudo com tela, fiz um portão, coloquei a casinha dentro do galinheiro em cima de baldes de cloro e coloquei uma lona em cima da casinha de madeira para não chover dentro da casinha. Também já peguei os caibros cortados no tamanho certo. Só precisei fazer os furos e colocar os parafusos. Parece que foi fácil, mas não foi.

Os parafusos eram muito grandes e minha parafusadeira não conseguiu colocar os parafusos. Tive que apertar tudo na mão. Fixei a tela na armação com uma grampeador que deixou minhas mãos doendo por uma semana. Essa construção levou umas 8 horas de trabalho intenso para ficar pronta. Devo dizer que foi um projeto meio desesperado e nem tive tempo de pensar que não iria conseguir fazer. Já tínhamos as galináceas e o gato iria acabar matando alguns pintinhos. Eles também não podiam ficar indefinidamente dentro do banheiro. Tinha que ser feito e isso acabou me mostrando que eu consigo.

Não pare!

Agora já estou pensando no próximo projeto que vou construir. Preciso organizar melhor meu escritório em casa e acho que vou precisar de espaço para colocar mais um computador, pelo menos. Fora a impressora, aparelho de som, livros, documentos, etc. Então vou fazer uma mesa com 2,4m de comprimento e 75cm de largura. Isso vai ficar preso na parede com uma mão francesa. Também vou precisar fazer gavetas e prateleiras para guardar toda aquela papelada que está em caixas. Toda vez que preciso de algum documento eu tenho que ficar procurando! Já é um projeto bem maior do que o galinheiro e a mesa com cavaletes, mas agora eu já sei que consigo e não vou parar agora.

Faça, você consegue!

Você tem uma lista de coisas que sempre sonhou em fazer mas nunca fez nenhuma delas? Não? Mas deveria. Faça essa lista e depois tente dividir cada item em itens ainda menores. Vá dividindo as tarefas até encontrar uma que não seja tão ameaçadora. Se comprometa, trace um plano e acredite! Você consegue!!!

Pense, imagine e consiga

Já faz muito tempo que eu assisti aquele filme “O Segredo” onde muitas pessoas falam que você só precisa pensar e querer para conseguir alguma coisa. Parecia tão fácil e tão simples, basta imaginar e tudo conseguirei. Infelizmente a parte racional da minha mente achou tudo isso uma grande besteira. Como pode um pensamento se manifestar fisicamente? De onde viria a energia e a matéria para eu ter um Porsche na garagem? Como isso é possível? Uma parte da minha mente queria acreditar que era tudo verdade e simples e a outra metade achava tudo uma grande besteira. Ainda vivo com esse conflito, mas acho que estou começando a entender o segredo.

Obviamente as coisas não vão se materializar na sua frente apenas com a sua imaginação, você precisa correr atrás das coisas para conseguir. Isso parece ser contra a Lei da Atração, certo? Errado.

Tente atrair para você uma xícara de café. Fique pensando na xícara de café perfeita, em todos os detalhes. Visualize a xícara de café na sua frente, se imagine sentindo o aroma maravilhoso desse café. Segure a xícara e sinta o calor, deixe o vapor embaçar seus óculos. Agora encoste a xícara nos lábios e vire vagarosamente a xícara. Deixe sua língua receber o café e sentir todas as suas nuances e complexidade. Faça o café atingir todos os cantos da sua boca e, finalmente, engula. O calor descendo pelo esôfago e chegando ao estômago. Você quer outro gole, você continua bebendo até o café acabar. Agora você se sente mais vivo, mais acordado. Não pela cafeína, mas pelas sensações que acabou de experimentar.

Conseguiu imaginar, visualizar e sentir tudo isso? Foi inundado pela vontade inescapável de beber uma xícara de café? Faça essa xícara de café ser seu objetivo e você conseguirá essa xícara de café. Como? Vá fazer o café, ué! Ele não vai cair do céu e ninguém vai simplesmente sentir que você quer esse café e fazer para você. Talvez se você pedir uma xícara de café para alguém você consiga, mas é mais fácil você mesmo fazer. Isso é a lei da atração. Você ter suas metas e seus objetivos e nunca perdê-los de vista. Tudo que você quiser você pode conseguir. Basta ter um objetivo claro em mente e correr atrás dele com todas as suas forças.

Isso é a lei da atração e agora eu entendo.

Colecionador de histórias

Todos os dias conversamos com algumas pessoas e ouvimos o que elas têm a dizer. Todos os dias, sem querer, ouvimos outras pessoas conversando. Todos os dias, escritores pelo mundo todo ouvem a mesma pergunta: “De onde você tira essas histórias todas?”.

Claro que sempre somos tentados a responder da mesma forma simples e nem tão verdadeira assim: “Eu inventei tudo isso, ué!”. Mas a verdade nua e crua é que colecionamos histórias. Histórias que nos são contadas e histórias que são contadas a outras pessoas e nós ouvimos por acaso. Histórias que lemos em livros e histórias que vemos em filmes e séries. Nada do que escrevemos é completamente original. Aquela história da radiologista principiante que foi tirar uma radiografia na UTI e não tinha ideia do que iria encontrar eu ouvi hoje cedo, no ônibus. Vou contar.

Ontem aconteceu algo que me deixou chocada. Eu estava de bobeira na sala de radiografia quando o telefone tocou. Era a enfermeira da UTI dizendo que precisava que alguém subisse lá para tirar uma radiografia de tórax. Eu fiquei meio apreensiva, mas falei que já estava indo. Peguei a placa e a câmera e subi.

Quando cheguei na UTI a enfermeira me mostrou de qual paciente eu deveria tirar a radiografia. O cara tinha sido baleado pelo menos umas 6 vezes! Um médico estava do lado do paciente e pedi para ele me ajudar a levantar o cara para colocar a placa embaixo dele para tirar a radiografia. Ele me ajudou, coloquei a placa, ajeitei tudo. Estava me preparando para irradiar, perguntei se alguém gostaria de sair da sala, por causa da radiação. Ninguém quis sair, então fui em frente. No exato instante em que apertei o botão para irradiar, o monitor cardíaco do paciente passou do bipe para um som constante.

Meu sangue gelou, não sabia o que fazer. O médico começou a gritar ordens para as enfermeiras e eu não conseguia me mexer. Ele me deu um empurrão de leve, eu peguei a câmera e me afastei. Ele começou a baixar a maca e a placa quase caiu no chão. Consegui tirar a placa debaixo do paciente e me afastei de novo. O médico subiu em cima do paciente e começou a massagem cardíaca.

Ele ficou em cima do paciente, trocou de lugar com a enfermeira quando não estava aguentando mais. A enfermeira ficou mais um pouco e também não aguentava mais. Eu não sabia o que fazer, estava paralisada no canto da parede apenas assistindo tudo aquilo. O médico voltou a fazer a massagem e nada daquele coração voltar a bater. Quando o médico se cansou de novo e foi trocar com a enfermeira o som do bipe voltou a encher a sala e todos respiraram aliviados.

Então, como se nada tivesse acontecido, o médico virou para mim e disse: “Vou querer uma AP e uma de costas, por favor”.

Dá até raiva!

RAIVA

Hoje eu estava levando minha esposa para um compromisso. Parei no semáforo e veio um homem de, imagino, uns 20 e tantos anos, alto, forte, sem deficiência alguma (sim, tudo isso é importante para o relato) me pedir dinheiro. Como meu carro não tem ar condicionado, eu tenho que andar com as janelas abertas e tenho que falar não pra pessoa.

Do lado do meu carro parou outro carro, um Passat desses mais novos. Como esse carro tem ar condicionado e vidros filmados, o motorista nem precisou responder nada para o homem que veio pedir dinheiro. Nem abaixou o vidro e o cara passou.

Quando o cara passou ele abaixou o vidro e disse pra mim: “Dá até raiva, não dá? Um homem forte desse pedindo dinheiro no sinal!”. Eu, claro, não concordei e o motorista do Passat continuou: “Mas podia arranjar um emprego, não podia?”. Respondi: “Podia, mas como você sabe que ele não tá tentando? Como você sabe que ele tá nessa de pedir dinheiro no semáforo por pura vagabundagem? Ele pode estar procurando emprego e ainda não conseguiu. A crise tá ficando feia, muita gente perdendo emprego e não conseguindo emprego de novo. Você sabe se ele tem família para sustentar?”.

Claro que o motorista não sabia. Dá até raiva, não dá?

Pare de conversar!

pare de conversar

Eu sei, parece um conselho estranho para se dar. Afinal, todo mundo conversa e gosta de conversar. É uma das coisas que nos faz humanos, o contato com outras pessoas e ideias. Mas, se você gosta de escrever, você precisar parar de conversar com os outros. Vou explicar.

Eu tenho várias ideias de textos e livros. Sempre que algo aparece na minha mente eu conto para alguém. Sempre que eu conto para alguém eu tenho a sensação de que aquilo saiu de mim e já foi. Não preciso escrever nem nada, já tem alguém que ouviu e a missão já foi cumprida. Isso acaba me atrapalhando muito, pois os textos acabam se perdendo nas conversas e não tenho nada escrito em lugar nenhum.

Você pode até pensar que eu estou sendo egoísta me preocupando em contar minhas ideias para os outros e acabar sendo copiado. Mas não é isso que quero dizer. Mas é que não sigo com a ideia, me vem aquele sentimento de dever cumprido e não vou pro computador escrever. O problema maior é que por via oral o alcance das minhas ideias é muito limitado, não consigo conversar com tanta gente assim.

De novo, não é egoísmo ou orgulho. Apenas quero compartilhar minhas ideias com o maior número possível de pessoas e receber uma resposta delas. Via oral isso é muito restrito, principalmente porque poucas pessoas tem a coragem de falar o que pensam na sua cara. Perco retornos valiosos sobre assuntos interessantes com isso.

Então vou parar de conversar com as pessoas e escrever tudo aqui. Assim eu tenho o registro, consigo atingir mais pessoas e também consigo mais retorno e consigo evoluir mais rápido. Pode ser que minhas ideias também ajudem as pessoas, mas presumir isso seria egoísmo…

Foco!

foco

Eu sou conhecido por começar a fazer um milhão de coisas e não terminar nenhuma. Sou muito disperso e sempre em busca de novidades. Então as coisas começam a ficar chatas quando a curva de aprendizado começa a ficar horizontal. As novidades somem e o meu interesse também.

Infelizmente a vida não funciona dessa forma. É preciso que você dedique tempo e esforço para realizar grandes coisas. É preciso dedicar tempo e esforço para terminar um curso de graduação. É preciso dedicar tempo e esforço para se manter no emprego, por mais chato que ele seja. Casamento, cursos, filhos, emprego, negócio… Quase tudo a se realizar nessa vida demanda esforço, tempo e foco.

Não se constrói nem uma casinha de cachorro da noite pro dia. Você, primeiro, precisa de um plano. Qual será o formato da casinha? Tamanho? Você vai usar que material? Sabe trabalhar com aquele material? O material está disponível para compra e você tem o dinheiro para comprar esse material? Você tem as ferramentas necessárias? Tudo isso antes de realmente fazer alguma coisa! E é só uma casinha de cachorro!

Não estou menosprezando as pessoas que amam seus cachorros e querem construir casinhas maravilhosas para que eles durmam quentinhos e contentes nas noites geladas de inverno. Só estou dizendo que isso é muito pequeno perto de outras coisas que fazemos na vida. Cuidar do cachorro demanda muito mais esforço e dedicação do que fazer uma casa para ele!

Já tentou fazer uma horta? Plantar, uma hortelã que seja, num vaso na varanda de casa ou do apartamento? Você deve estar pensando: “Porra, planta nem se mexe, não faz barulho nem caga pela casa toda.. Isso é fácil!”. Você está certo em partes, é muito mais fácil do que cuidar de um animal, com certeza, mas mesmo assim ainda existem certo desafios.

A planta te dá muito menos sinais de como ela está. E existem insetos e pragas quase invisíveis que podem destruir sua plantinha. Em tempo de seca e calor, um dia sem regar sua planta pode matá-la. A planta não fazer barulho nem chamar sua atenção não é uma vantagem, é mais fácil você se esquecer dela!

Agora mudando para outras áreas da vida. Você fez faculdade? Achou foda? Eu fiz faculdade e achei a minha foda. Nem vou falar do curso porque isso é irrelevante, qualquer faculdade é foda. Agora tenta fazer um mestrado. Cara, eu estudei mais para uma matéria do meu mestrado do que eu estudei pra minha graduação inteira. E nem sou aluno regular ainda, estou apenas fazendo umas disciplinas como aluno especial.

Você tem que focar, tem que se lembrar todo dia do porquê você está fazendo tudo isso que está fazendo na sua vida. Será que você está gastando seu foco na coisa certa? Eu me pergunto muito isso. Obviamente que a resposta é muito pessoal e varia muito. Eu acho que jogar videogame não é algo onde eu deva gastar muito foco. Com certeza é divertido, mas não me sinto construindo nada. Mesmo assim, atualmente, existem pessoas que vivem de jogar videogame. Eu acho isso sensacional!

Enfim, foco é essencial na vida. Pena que demorei tanto tempo para descobrir isso…

Escreva!

escreva

Quero muito escrever um livro. Então acho que vou escrevê-lo. Toda vez que penso em escrever eu acabo ficando com preguiça e acho melhor ler alguma coisa que me ajude a escrever. Doce ilusão, apenas começar a escrever ajuda a pessoa a escrever.

A leitura vai te ajudar com gramática, ortografia, estilo e até vai te dar algumas idéias, mas só ler não te faz um escritor. Vai ter que escrever muito até chegar lá. Escrever é a parte mais importante de ser um escritor.

Escreva todo dia, mesmo que fique uma merda. Escreva com lápis ou caneta. No computador ou máquina de escrever, essa última é ótima. A máquina de escrever vai te blindar de muitas distrações e vai te ajudar a concentrar no que está fazendo.

Na máquina de escrever não tem como você consertar o que digitou errado e vai ter que apertar uma tecla de cada vez. Vai ter que prestar muita atenção para sair algo decente. Mas a dica mais importante é não ler o que escreveu!

Eu sei que seu professor de redação disse que você deveria ler o que escreveu antes de qualquer coisa, mas quando se está tentando escrever algo criativo essa é a pior coisa que você pode fazer. Você vai se julgar e achar tudo uma bosta antes mesmo de terminar de escrever e vai acabar se frustrando e desistindo do que nem começou direito. Então escreva tudo, guarde por um tempo e depois leia tudo. Se você pensa que escrevi esse texto para você, leitor, se engana. Escrevi para mim mesmo.

Eu preciso escrever mais e me julgar menos. Relaxar e deixar a mente viajar e simplesmente escrever qualquer coisa que passar na cabeça e não erguer meus olhos para ler o que já foi escrito. Pelo menos não hoje, semana que vem eu leio e vejo o que está bom e o que está ruim. Acerto as pontas soltas e, eventualmente, o livro estará escrito!